Você se lembra dos aquanautas? Eles são um casal de brasileiros que se juntou à luta internacional pela preservação dos tubarões. A gente já viu, no Fantástico, essa dupla dividir o mar da África do Sul com o grande tubarão-branco. Hoje, o mergulho é na cinematográfica Ilha do Coco, que fica no Oceano Pacífico, a 500 quilômetros da costa rica.
A Ilha do Coco foi uma das locações de ‘O Parque dos Dinossauros’, de Steven Spielberg. Na vida real, a ilha também pode ser linda e assustadora.
E a Ilha do Coco costuma receber imensos cardumes dos tubarões-martelo. “É uma cena assustadora, mas eles são supertímidos. Se você quiser que eles se aproximem, você tem que prender a respiração e ficar quietinho”, explica o documentarista Tony Rangel.
Os aquanautas embarcam em um submarino quase amarelo. A descida é feita no meio de peixes coloridos. O cenário é bonito, mas, até determinado ponto, ainda é conhecido.
A surpresa está em regiões onde a luz do sol não chega. O farol do submarino começa a revelar as criaturas que vivem no escuro. Existe uma espécie de peixe-morcego só se acha na Ilha do Coco. Foi filmada 180 metros abaixo da superfície, onde o breu é eterno.
Nessa profundidade, os aquanautas encontraram também o peixe-sapo, um predador feroz. Camuflado, o peixe-sapo atrai, com o movimento de uma anteninha, peixes que serão engolidos inteiros, em um golpe. Se fosse para escrever uma espécie de diário de bordo infantil, ele seria descrito assim: "peixe-sapo é uma pedra que come".
E o desfile de bichos estranhos continuava. A 250 metros de profundidade, eles encontraram peixes com olhos grandes, mas inúteis, e que têm antenas para tatear ao redor e encontrar obstáculos.
E há os tubarões de águas profundas. Um deles, acostumado à densa escuridão dos 300 metros de profundidade, ficou confuso e paralisado com a luz do submarino.
Fonte: http://www.fantastico.globo.com/